Acredito em certas coisas, primeiro do ano

Há anos, quando tinha em torno de doze anos, assisti pela primeira vez a um filme chamado As aventuras de Tim Tim, e decidi naquele dia que seria repórter e faria jornalismo como curso superior. Pode parecer invenção, mas foi assim que aconteceu. Ocorreu que também saí ligando para todos os números de jornais da cidade às nove da noite (momento em que decidi meu futuro) perguntando se aceitavam estagiários que estavam no ensino fundamental.

Tem coisas que dá para parar e se perguntar o porquê de ocorrerem. Hoje já faz dez anos desse acontecimento, e tudo mudou tanto o tempo todo. Mas algumas coisas permanecem.

Em 2016 decidi querer ir para alguma faculdade nos EUA, não darei mais detalhes por não ter ido e não gostaria de passar uma imagem de louca desvairada por isso, sempre fui uma preguiçosa com ótimas ideias, nessa época não foi diferente. Acaba que lendo muito sobre, descobri que seria legal ter um blog para a aplicação futura, como agregamento de currículo mesmo. E assim criei o Folha d’amora, não sei bem o porquê do nome, já que atualmente Amora está sendo um nome bem saturado em animais de estimação. Mas me lembro bem de estar pensando o quanto era difícil nomear algo olhando para um pé de amora pela janela da cozinha, e esse ser o nome escolhido. Agora penso que poderia ter saído um “Folha D’Milho” ou “Folha D’Manga”, acho até que ficaria melhor.

Por fim, acabei sempre apaixonada em um novo projeto, mas sem disposição para continuar. O blog mesmo é uma lembrança sazonal, muito embora eu ame escrever e sempre diga por ai que meu sonho seria viver de escrever. Só que as coisas não são bem assim.

A vida me levou para lados, situações e escolhas que por vezes foram muito difíceis. Já fui muito apaixonada, muito deprimida, muito descrente, muito pouco. E nesses momentos é tão complicado gostar de si mesma, que até fazer as coisas que gosta se torna uma tarefa extremamente extenuante.

Hoje, me vejo bem, bem melhor do que seis meses atrás, muito melhor do que um ano atrás. Estou tentando correr atrás das coisas, sei que preciso, ainda hoje não tenho vontade de fazer nenhuma delas, embora eu queira. É, essa parte parece confusa, mas ela tem total sentido.

Quero escrever, quero escrever muito, escrever um livro de contos, um romance, uma novela, até mesmo uma peça de teatro. Vontade tenho, só que além da falta de proatividade, o que está ausente? Talvez o começar, o entender que é bom e o que quero. Esse ano gostaria de iniciar e finalizar um romance, será possível? Tenho tanto a fazer, tanto a que correr atrás, tantas vontades. Em algum momento, seria possível conseguir?

Não digo que o que falta seja algo como estar deprimida ou coisa assim, muito pelo contrário, sempre fui minha melhor psicologa e gosto de autoconhecimento constante, mesmo que não entenda muito de mim já que estou sempre mudando, ainda assim tenho vontades.

Falta de foco, falta de ânimo, falta de algumas coisas. Porém, o principal motivo para estar escrevendo hoje é que há mais de sete meses que não escrevo algo e me perguntei a razão, não tenho a resposta e mesmo assim não poderia deixar de o fazer agora que comecei.

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