E pelas incontáveis vezes em que quis escrever palavras bonitas, cheias de elegância, rimando e com significando. E pelas inumeráveis vezes que quis escrever “coisas” que enchessem um vaso vazio de algo, rimando, tocando nele.
E tiveram todas as vezes que tentei me expressar e não consegui, porque me faltaram expressões originais, que floreassem e deixassem transparecer uma pessoa profunda e intensa, que tudo que escreve, transforma em arte. E aqueles momentos em que me sentei, sozinha, em um quarto quente, abafado, e não consegui encontrar palavras que representassem qualquer coisa se não um suspiro.
E quando o peito enche de emoção guardada, a cabeça pensa em todos os momentos passados, e entende que o agora já passou, e vivemos do passado. E olhando para o que passou, pensa, “como isso foi intenso”.
E com os olhos cheios de lágrimas, de uma tristeza que não existe, de um amor que não acabou, de um fim que não aconteceu, do medo que persegue constantemente, mas que nunca alcança sua presa (eu).
E de risada intercalada e o conforto, que vem com um aroma de flores, um calor não abafado, e sim, carinhoso, dengoso. E com poucas palavras, quase esgotadas depois de um momento tão sucinto de despejo, me sento na calçada, vejo os carros passarem e ouço as pessoas conversarem, e suspiro, eu me sinto bem.