A menina e Altura

“Olá, você pode me dizer para qual lado fica a estrada principal?”
“Siga para essa direção, depois vire uma vez a direita e duas a esquerda, lá está a estrada principal.”
“Agradeço imensamente! Me chamo Altura, e quem é você?”
“Sou uma menina. Por que seu nome é altura? Nasceu em um lugar alto?”
“Não, minha criança. A altura tem esse nome por minha causa. Eu elevo, liberto e derrubo, por isso me chamo assim.”
“Então se é desse jeito, me eleve”
“Suba nesse banquinho. Está confortável?”
“Está louco? Por que me empurrou?”
“Viu? Te coloquei para cima e a joguei de volta. Assim que eu funciono.”
“E se eu subir em uma árvore?”
“Eu posso te derrubar.”
“Você vai?”
“Se as circunstancias estiverem propícias, sim, sem hesitar.”
“Mesmo se formos amigos?”
“Não somos amigos, falei com você apenas pedindo informações.”
“Mas nós nos apresentamos, isso nos torna amigos.”
“Posso fazer alguma concessão, mas não se esqueça, se me for favorável, você sobe mas volta ao chão muito mais rápido.”

Mais tarde naquele mesmo dia, a menina passou se gabando aos amigos de como conheceu Altura em pessoa e que se tornou mais equilibrada após o encontro. Um dos que a acompanhava duvidou.
“Impossível, você cairia sim, até morreria, tenho certeza”
“Não é porque você caiu, que vai acontecer o mesmo comigo, você foi muito avisado”
“E agora eu estou te avisando, cuidado, muito cuidado”
“Por quê? Por acaso vai me derrubar? Ah, espere, você não consegue, né?”
Ele a empurrou, e ela caiu por muito tempo.

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