Primeiro texto escrito do ano, em plenas nove da noite de uma segunda-feira, decidi voltar. Não que nesse intervalo tenha parado de escrever, longe disso, mas comecei a achar que não tinha tempo. Vê se pode? Tempo!
Como alguém pode não ter tempo? E quanto tempo eu já perdi? Quanto não lembro dos antigos tempos?
Não é sobre isso que quero falar. Também não quero falar sobre escrever. Isso é cansativo, quem quer ler sobre a pessoa que tem vontade de escrever? Fico entediada só de imaginar.
Na verdade, quero sim falar sobre tempo. Ultimamente penso muito sobre tempo. Eu tenho muito tempo, mas me sinto totalmente sem. Será que não é por eu mesma não me gerenciar? Veja só, quão chata é uma vida cronometrando tempo?
Não acho que seja por esse lado. A percepçãode realidade e de passagem que se perde. O que antes era tranquilo de fazer, hoje já não é mais, não se tem concentração, criatividade, disposição, pois estamos sem tempo.
Não nego que eu tenho muito tempo, ao mesmo tempo que me sinto muito travada. Tenho tanto para fazer, sabe?
Recentemente li a frase “Se os seus sonhos não te assustam, você está sonhando baixo demais”. E sabe? Eu estou apavorada. Eu tenho medo, medo de verdade, o tempo todo. Tenho muita ambição, e chegar onde quero com essa ambição, me dá medo, meu coração chega palpita.
Mas sabe? Ninguém imagina. Dúvido que haja uma alma viva que pense que estou assim, assustada. Não deixo qualquer pessoa saber, e me sinto ótima assim. Meu coração parece um tambor dentro do peito, sinto as costelas vibrarem a cada batida. E por fora? A voz está firme, concentrada, cabeça erguida.
Hoje mesmo aconselhei uma amiga sobre isso. Nunca diga coisas ruins sobre si mesma em voz alta, jamais. Mesmo estando mal, se sentindo insegura, duvidando de tudo, não deixe que ninguém perceba.
Hoje cronometrei 10 minutos para escrever. A qualquer momento o alarme vai soar e vou acabar aqui, vou publicar sem revisar. Eu preciso escrever, preciso fazer meu tempo.
Todos temos 24h… acabou, até a próxima.