Raios que me partam

Frio, muito frio. Céu nublado e para completar, uma Lua cheia escondida por detrás das nuvens. Não há incômodos, nem desconfortos, apenas frio. Ao longe a tempestade se aproxima, com ela vem a eletricidade.
Raios eclodem por toda a extensão Sul que pode ser vista, o horizonte se ilumina mais do que o show de fogos em São Paulo no ano novo. Passos em direção a ela, tão brilhante, merece ser contemplada de perto.
Os clarões se aproximam rápido o suficiente logo chegar ao encontro. Ou melhor, já estava dentro dela? Apenas observando sua magnificência de longe, admirando a si própria. Tempestade interminável. Energia infindável.
Por um momento sentiu uma descarga percorrendo em si. Cada pedaço de sua extensão pôde sentir. Projeções de, será possível? Arrepios? Seria o acaso a decidir se uma fúria de nuvens pode sentir arrepios? Ou melhor, sentir?
Ah, aquela sente, e muito.
No fim, o rosto foi acariciado por ele, com afeto, e o corpo todo estremeceu.

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