RESENHA: CURTA-METRAGEM “EL EMPLEO”

O curta-metragem apresenta logo de início um personagem principal, que como qualquer outro acorda, se higieniza, se alimenta. A única diferença são os objetos do qual utiliza para seus afazeres. Logo ao acordar ele acende um abajur, esse objeto é um homem com a cabeça de um abajur, o espelho que usa para se barbear é segurado por mãos humanas. No café se senta sobre um homem, como faria em uma cadeira, sua mesa são duas pessoas agachadas e sua luminária é segurada por mãos humanas, ao sair, seu cabideiro é uma mulher apoiada na parede. Assim segue a objetificação dos seres humanos, como o rapaz que transporta pessoas com “cavalinho”, sendo esse o taxi de todos na cidade, assim como os homens que trabalham como semáforos. Uma crítica clara aparece ao mostrar como funciona o elevador da empresa em que o personagem trabalha, é usado um homem gordo como peso para fazer com que o elevador se movesse. Novamente uma crítica explicita aparece, reforçando a primeira que se passa despercebida no inicio, o personagem abre seu armário e na porta há novamente uma mulher para receber seus pertences, assim como em sua casa havia uma com a mesma função. E, ao final, esse personagem que usou tantas pessoas, ajeita a gravata, se deita no chão a frente de uma porta na empresa, e é usado como tapete. No final dos créditos, o homem-abajur tira seu abajur da cabeça, o lança ao chão e vai embora.Resultado de imagem para el empleo

A curta-metragem El Empleo trás uma observação dura da sociedade atual em que o ser humano se torna apenas parte da paisagem, apenas mais um móvel na sala, ou uma maquina no escritório. A mesma sociedade que busca a igualdade entre si, é aquela que reserva certos cargos aos homens, os remanescentes sobra paras as minorias como mulheres, obesos, homossexuais e afrodescendentes podem ser alguns dos exemplos daqueles que ainda sofrem preconceito no século 21. Na curta são apresentados a discriminação contra o uso da mulher e do obeso. Ao todo não aparecem mais de cinco mulheres, dessas seis, duas são vistas na rua, uma de suporte de mesa do personagem principal, no elevador, uma como cabideiro e outra vista dentro do armário da empresa. Sempre ocupando cargos inferiores ou sem relevância. O personagem obeso aparece na cena já citada durante a descrição do curta.

Algo a ser observado durante toda a curta é a falta de expressão na face dos personagens, não algo como tristeza ou descrença, mas apenas a mais simples falta de sentimentos. Outro ponto a ser observado é a representação do tempo, quando logo no início um relógio aparece como despertador, esse mesmo relógio apresenta um sorridente homem ilustrado, a única representação de sentimento que pode ser visto. O relógio é feito de engrenagens, assim como nossa sociedade, cada um se encaixa em um ao outro, e dessa forma as coisas funcionam. Foi lançado em 2008, pelo estúdio Oposhou, sendo esta animação argentina, dirigida por Santiago Bou e escrito por Patrício Plaza. Conta com 6 minutos e é um desenho mudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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