Resenha & crítica: Psicose, por Robert Bloch

Sobre o autor

Robert Bloch (1917-1994)

Começando a analise a partir de uma breve apresentação do autor, Robert Bloch (1917-1994). Nascido nos Estados-Unidos, desde criança tinha interesse em terror, ficando impressionado com a adaptação de O fantasma da ópera e a revista weird tales, com a qual contribuiu escrevendo para ela um tempo depois. Iniciou escrevendo para essa revista aos dezenove anos, não parando mais após o começo, aos dezenove anos de idade.

Escreveu mais de 30 romances na temática do horror, além de inúmeros contos, ensaios e antologias. Recebeu influencia de vários escritores, e um deles foi o conhecido H.P. Lovecraft. Ficou mais conhecido por no original por Psycho (Psicose, 1959), que lhe rendeu notoriedade ainda maior no mundo da escrita e no seu gênero de terror.

O livro

Psicose se inicia com a apresentação de Norman Bates, e logo em seguida, de sua mãe, que de saída já aparenta ser possessiva e talvez possuir certo transtorno narcisista, enquanto o filho, acaba assumindo a posição de submisso na relação dos dois. Ambos aparentemente possuem e gerenciam um motel a beira da rodovia, que por acaso havia sido parcialmente abandonada, pela construção de outra via que se tornou a preferencia dos passantes, tornando o estabelecimento da família quase que desértico.

Mary Crane é uma moça que toma uma decisão às pressas em relação ao seu local de trabalho e acaba fugindo para encontrar com seu noivo. Acaba que ela passa por uma tempestade durante a noite, além disso, ainda acredita que está perdida. Por essa razão, precisa parar em um motel que encontra pelo caminho. Lá conhece um homem de 40 anos, robusto e tímido, que se apresenta como Norman, que lhe aluga um quarto no motel. Norman tem problemas de relacionamento com a mãe e Mary percebe em pouca interação com o homem.

A partir desse primeiro contato, a história se desenvolve de maneira que pessoas começam a procurar Mary, e assim segredos começam a ser desvendados, de forma que os pobres Bates não eram tão coitados e assolados pela má sorte apenas em relação à nova rodovia. Mas os problemas estavam muito mais embaixo.

Adaptações cinematográficas

Janet Leigh como Marion Crane (Psicose, 1960)

Houveram algumas adaptações bastante relevantes desse livro, uma delas é a que foi feita no ano seguinte ao lançamento da obra. O filme foi dirigido por Alfred Hitchcock (1899-1980), um dos mais renomados diretores de cinema que já existiu, e foi esse projeto que definiu um novo conceito de terror para as telonas. Sendo que uma das escolhas de Alfred, foi que o filme fosse gravado em preto e branco, mesmo que a filmagem colorida já estivesse disponível anos antes, para evitar que o filme ficasse com muito sangue em tela.

Vera Farmiga como Norma Bates e Freddie Highmore como Norman Bates (Bates motel, 2013-2017)

Em um cenário mais atual, há a recente série protagonizada por Freddie Highmore (1992-), Bates Motel (2013-2017). Ator que também dá um show de atuação na série The good doctor, que começou após o término de Bates motel. Esse trabalho incrementa a pontos que seriam considerados anteriores à história do livro, contando com o cenário que se passa na obra algumas temporadas mais tarde, que conta com Mary Crane e seu sumiço, e assim aborda de forma adaptativa o que ocorre no escrito de Bloch.

Possui cinco temporadas de puro suspense e horror, com personagens profundos e únicos, mesmo que com mentes, atitudes e pensamentos perturbadores para o expectador. Leva a uma lógica irracional dentro do que seria o titulo do livro, a “psicose” dos protagonistas e como suas ações afetam o cenário ao redor, por muitas vezes vitimas dessas ideias.

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