Eu não posso pedir desculpas. Isso não será possível. Não posso me desculpar por acontecer. Aconteço a todo instante. Não quer dizer que o que acontece seja sempre certo, mas acontece. Em todas as prosas, em muitos dos versos. Sonho com as palavras ditas, com foguetes perdidos em nebulosas de verbos não conjugados, de frases … Continue lendo Vulnerabilidade infantil
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Não consegui descansar
Não sei chegar em casa depois de um dia corrido e deitar, nunca aprendi Não importa o nível de exaustão e há quanto tempo não durmo, posso detalhar que na verdade, quanto mais tempo passo sem dormir, pior fica para dormir a próxima vez Tentei, mas nunca me ensinaram, ou melhor, eu nunca consegui aprender, … Continue lendo Não consegui descansar
A menina e a Paixão
A gentil criança estava sempre acompanhada de alguém, fazia caminhadas diárias. A qualquer momento procurando novas estradas, passatempos e até coisas para brincar. Certa vez, encontrou uma mulher que nunca antes havia visto, ou sequer imaginado em sonhos. Era uma mulher belíssima, possuía os olhos castanhos amendoados e cabelos pouco mais escuros, e no rosto … Continue lendo A menina e a Paixão
Raios que me partam
Frio, muito frio. Céu nublado e para completar, uma Lua cheia escondida por detrás das nuvens. Não há incômodos, nem desconfortos, apenas frio. Ao longe a tempestade se aproxima, com ela vem a eletricidade. Raios eclodem por toda a extensão Sul que pode ser vista, o horizonte se ilumina mais do que o show de … Continue lendo Raios que me partam
Que bonito Cruzeiro do Sul
Ali é o Cruzeiro do Sul, se pra lá é o Sul, o que encontraria se caminhasse sem freio? O céu é aberto, com estrelas pingadas o decorando. Essas "nuvens" são poluição, tenho certeza. Hmmm, teria Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e o que mais? Essa posição é confortável, apoia o peito para … Continue lendo Que bonito Cruzeiro do Sul
Dignidade ao escrever
Escrevo pois sinto. Não apenas o despejar de ideias, mas sim o despejar de meus pensamentos. Escrever sobre outras coisas me trazia mais alegria do que agora trás. Leio, aprecio a obra, mas não me sinto mais digna de crítica-las, por que? Sinto que não irei conseguir expressar a ideia do autor, e nem chegar … Continue lendo Dignidade ao escrever
Então me enganei?
Falta ar mais uma vez. Cadê o disjuntor? Eu disse para colocarem ele mais próximo da cama, mas que voz eu tenho? Ninguém me escuta. Vou desmaiar se não encontrar rápido. Achei. Está ficando escuro. Toquei os dedos nele e apaguei. Nossa, fiquei dois minutos sem consciência, em uma dessas eu morro e eles vão … Continue lendo Então me enganei?
Poema: Me respeita
Você não tem forçaFaça direitoOlha como éPega assim e jogaDesse jeito não serveLava esse copoLimpa esse fogãoOlha esse chãoEle não vai querer vocêVou dizer a eleQue vai casar com uma porcaQue faz um lixãoSó de estar láNão fica nervosinhaNão vou aceitarVocê me respeitaEle não vai querer alguém nervosinhaEle não vai te aceitarPara com issoMe respeitaNão … Continue lendo Poema: Me respeita
Um atacado no Brasil
Colossais colunas se erguem por grande parte do galpão com graúdos pacotes posicionados em seus vãos. Luzes brilham no teto, dando vida a tudo abaixo dele. Um ar gelado corre por sobre a pele daqueles que caminham por ali. Um homem de rosa corre a passos curtos, seu protuberante abdômen chacoalha, com inúmeras lâminas de … Continue lendo Um atacado no Brasil